Software social e o estabelecimento de “comunidades de Prática” virtuais no sector do turismo
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O conceito de “comunidades de prática” pode ser entendido como um modelo central que serve de apoio a processos de aprendizagem informal nomeadamente em locais de trabalho. Partindo do pressuposto que os modelos e as ferramentas de software social se adequam bem à colaboração desencadeada no seio de redes virtuais, neste artigo pretende-se apresentar e analisar as experiências ocorridas no processo de implantação de “comunidades de prática” virtuais em pequenas e médias empresas (PMEs) do sector do turismo na Europa (e que envolveram a utilização de ferramentas de software social).
As PMEs podem ser consideradas como a espinha dorsal da prosperidade regional e do emprego na Europa. O desenvolvimento profissional dos trabalhadores das PMEs é frequentemente considerado como uma condição sine qua non da inovação e da concorrência com as outras empresas. Todavia, as pequenas empresas raramente estão em medida de corresponder às necessidades de aprendizagem dos seus trabalhadores seja em termos de desenvolvimento de iniciativas personalizadas de aprendizagem formal seja em termos do seu financiamento. Recentemente surgiram ideias de aprendizagem baseadas em TIC que combinam a aprendizagem com o desempenho de funções, combinação que resultou no conceito da aprendizagem no local de trabalho. Estas formas de processos de aprendizagem informal no seio das organizações destinam-se a uma aprendizagem centrada em torno de problemas concretos.
A investigação empírica realizada no contexto do projecto Work&Learn Together (WLT) sob a égide do Leonardo da Vinci, prova que o software social pode, com efeito, facilitar e dar apoio a processos de comunicação no seio de “comunidades de prática”. No entanto, estas ferramentas são frequentemente apenas consideradas como mais um canal de comunicação. A simples ideia da constituição de “comunidades de prática” virtuais no sector do turismo revelou-se afinal muito difícil de concretizar. O espírito de concorrência no sector provou ser muito mais forte do que a real necessidade duma aprendizagem colaborativa.
Mesmo assim, foram identificadas áreas no sector do turismo onde foi possível estabelecer “comunidades de prática” virtuais para prestar apoio a estruturas existentes de comunicação e de aprendizagem e corresponder às necessidades dos discentes. Uma das motivações fundamentais subjacentes à implantação das “comunidades de prática” virtuais – especialmente nas PMEs – foi a necessidade de ferramentas que permitam a aprendizagem durante as horas de expediente e no local de trabalho. Desta forma evita-se que os trabalhadores em áreas rurais tenham que deslocar-se – o que pode ser muito pouco prático - para assistir a sessões de formação formal em centros de formação.
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